17 de outubro de 2010

Porto Seco de Londrina faz primeira importação de aeronaves

O Terminal de Cargas Alfandegárias (TECA), mais conhecido como Porto Seco, de Londrina, realizou a primeira importação de aviões, totalizando um valor de US$ 1,9 milhão. Foram duas aeronaves, um bimotor (US$ 1,5 milhão) e um monomotor (US$ 400 mil) para clientes de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Um dos aviões foi para um fazendeiro e o outro para uma empresa de táxi aéreo.Os aviões pousaram no aeroporto de Londrina na semana passada. Segundo Ana Flávia Pigozzo, despachante aduaneira, trata-se de uma importação normal, como qualquer mercadoria. A diferença é que vieram por meios próprios, ou seja, voando.

As duas aeronaves foram importadas dos Estados Unidos pela Viaer, empresa de Londrina que antes utilizava terminais de São Paulo e Foz do Iguaçu. Essa empresa já importou ao Brasil 80 aeronaves. Está prevista a importação de mais 5 aeronaves até o fim do ano. Além de aeronaves, já existe a intenção de importar peças e equipamentos aeronáuticos.


Economia de valor e tempo

Segundo Celso Iombriller, da Viaer, com a instalação do terminal de cargas em Londrina, há uma economia tanto de tempo quanto de valores monetários. São cerca de 2 mil dólares por aeronave. Porém, a maior economia está mesmo no tempo: antes, levavam-se dez dias para completar o processo de importação e, atualmente, isso ocorre em apenas um dia. Essa agilidade ocorre pelo fato de não precisar deslocar para outro aeroporto para fazer  o desembaraço aduaneiro.

Fonte: Jornal de Londrina. p.12. Edição de 17/10/2010.

Foto: Boeing 737-800 (Matrícula PR-GTU) da Gol, em Londrina.


29 de agosto de 2010

Estrangeiro poderá ter 100% de empresa aérea brasileira



Saiu na Folha de S. Paulo de hoje, 29 de agosto, sobre o projeto de lei que amplia a participação de estrangeiros no setor.

A principal novidade é que o projeto, o qual já passou por comissões e aguarda votação na Câmara dos Deputados, permite que estrangeiros detenham 100% de uma empresa aérea nacional, desde que exista reciprocidade.

Dessa maneira, Tam e Lan poderão ficar mais à vontade e transparentes com relação à participação de cada uma na nova empresa aérea denominada Latam, não precisando de uma engenharia financeira  inédita para demonstrar que a Tam continuaria sob o controle de brasileiros.

Atualmente, estrangeiros só podem ter 20% de uma empresa aérea brasileira. De autoria do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), o projeto aumenta essa participação para 49%.Porém, um parágrafo menos conhecido do mesmo projeto prevê que o Brasil faça acordos bilaterais que permitam, mediante reciprocidade, que a participação estrangeira chegue a 100%.

Segundo a Folha apurou, o parágrafo foi incluído por pressão do Ministério da Defesa.
O Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) defende os 49%, mas é contra permitir que estrangeiros detenham o controle."Se você permite isso, amanhã a Solange [Vieira, presidente da Anac] faz acordos bilaterais com todos os países", diz José Márcio Mollo, presidente do sindicato.

Um dos argumentos usados para justificar a proteção é a soberania nacional. Sobretudo entre militares, acredita-se que o Brasil não deve depender de estrangeiros para se conectar com o mundo.No caso do Chile, há sinais, no entanto, de que um eventual acordo bilateral poderá contar com a simpatia militar. Sinais surgiram com a visita do ministro Nelson Jobim (Defesa) a Santiago na terça da semana passada.Na ocasião, Brasil e Chile celebraram um acordo para viabilizar a construção do cargueiro KC-390, um projeto da Embraer em parceria com a Força Aérea. Jobim foi recebido pelo presidente chileno, Sebastián Piñera, que, até vencer as eleições, neste ano, era acionista da LAN.

Para Respício do Espírito Santo, professor de transporte aéreo da UFRJ, o argumento da soberania nacional não mais se justifica. "Quer algo mais estratégico do que telefonia e energia, setores em que não há restrição ao capital estrangeiro?"

A economista Lúcia Helena Salgado, do Ipea, também defende a liberação. "Precisamos de investimento, oferta e concorrência, e não há razão técnica para discriminar o capital estrangeiro, salvo a situação em que o capital brasileiro seja discriminado", ressalta.

Para Jorge Medeiros, professor da Escola Politécnica da USP, o Brasil já permite, na prática, que estrangeiros controlem o setor. "A lei, do jeito que está, não garante a soberania nacional", diz. "A cargueira ABSA tem 80% de capital nacional, mas todos sabem que é da LAN. A Varig foi comprada por um fundo americano. E agora temos a LAN comprando a TAM."

Pelo jeito, o lobby foi intenso no Ministério da Defesa e no Congresso pela inserção  do referido parágrafo que aumenta para 100% a participação estrangeira nas companhias aéreas brasileiras, viabilizando, desse modo, a compra da Tam pela Lan. 

Fica evidente, diante das últimas notícias, de que não se trata de "combinação" coisa nenhuma, e sim da compra da brasileira Tam pela eficiente empresa aérea Lan, do Chile.


Fonte: Folha de S.Paulo. Caderno Mercado. Pag.B10. 29 de agosto de 2010.

15 de agosto de 2010

TAM e LAN anunciam fusão


  A brasileira TAM e a chilena LAN, anunciaram, no último dia 13, um acordo que criará uma gigante aérea da América Latina, com um faturamento total de US$ 9,2 bilhões. As duas empresas, conjuntamente, voam para 115 destinos em 23 países, somando 40 mil funcionários.
As duas empresas assinaram um memorando prevendo a fusão dos grupos sob nova holding batizada de Latam Airlines Group. A participação acionária da Latam não foi divulgada. Porém, conforme alguns jornais de grande circulação apuraram, a LAN ficará com 70,6% da Latam, e a TAM com 29,3%. Apesar da TAM ser maior do que a LAN em receita, a chilena possui mais ações em circulação e um valor de mercado maior. Mas, os acionistas controladores da TAM, a família Amaro, por meio da TEP (TAM Empreendimentos e Participações), manterão o controle da aérea TAM, com 80% do capital votante e mais uma participação não divulgada na LAN. Já a família Cueto, controladora da LAN, manterá o controle da LAN, além de deter 20% da TAM. Atualmente, a legislação brasileira permite uma participação estrangeira de no máximo 20% nas empresas aéreas brasileiras. O Congresso deve votar, ainda neste ano, a ampliação do limite para 49%.
 Por meio de um comunicado, as companhias informaram que será criado “um modelo de governança único que gerenciará todas as decisões estratégicas relacionadas à coordenação e alinhamento de atividades das holdings do grupo Latam”.
Maurício Rolim Amaro, atual vice-presidente do Conselho de Administração da TAM, será o presidente do Conselho da Latam. Enrique Cueto, atual CEO da LAN, será o CEO da Latam. A intenção é manter as bandeiras TAM e LAN separadamente. A expectativa é que a fusão das operações tragam uma economia de US$ 400 milhões.
Faturamento das aéreas. Vendas no 1º semestre de cada ano, em US$ bilhão:
Companhia
País
Receita 2009
Receita 2010
Variação %
Ual Corp.
EUA
7,709
9,402
21,96
Southwest
EUA
4,972
5,798
16,61
Tam
Brasil
2,529
2,894
14,43
Gol
Brasil
1,484
1,843
24,19
Lan
Chile
1,604
1,607
0,19
Fonte:Economática
 Conforme a tabela acima, percebe-se que a Gol foi a que apresentou o maior crescimento da receita no primeiro semestre de 2010 quando comparado ao mesmo período de 2009, ou seja, um crescimento de 24,19%. Observa-se também, a partir da referida tabela, que TAM e LAN possuem juntas uma receita de US$ 4,5 bilhões, no primeiro semestre de 2010. Isso demonstra a importância desse novo grupo na América Latina e no mundo. Ou seja, 2,44 vezes a receita da Gol, no mesmo período.
A LAN, fundada em 1929, possui 97 aeronaves e um faturamento, em 2009, de US$ 3,519 bilhões. Já a TAM, fundada em 1961, possui 143 aeronaves, e um faturamento, em 2009, de US$ 5,685 bilhões, ou seja, juntas, seria um faturamento de US$ 9,2 bilhões.
Assim, pode-se verificar que essa fusão visa conter o avanço da Gol na América do Sul, uma vez que a Gol está recebendo muitos aviões e expandindo suas operações para Lima, Santiago, Buenos Aires, ou seja, incomodando muito a Lan. Essa operação também cria um gigante na área de cargas, já que a Lan é muito forte nesse segmento. A companhia chilena possui 20% da empresa de cargas Absa, sediada no Brasil, ou seja, possui uma influência significativa sobre a investida brasileira.
A TAM fechará o capital e irá fazer uma oferta pública para os acionistas minoritários trocarem suas ações pelos papéis da nova empresa, que será chamada LATAM Airlines. Esses papéis serão negociados na BM&FBovespa sob a forma de BDR (Brazilian Depositary Receipts), observada a seguinte relação de troca: cada ação da TAM corresponderá a 0,90 ação/BDR da LAN. Conforme melhor explicado pelo fato relevante divulgado pela TAM, cada ação preferencial sem direito a voto e cada ação ordinária com direito a voto de emissão da TAM, equivalerá a 0,90 de ação ordinária com direito a voto de emissão da LAN, em forma de BDRs. Destaca-se que a relação de troca das ações da TAM por ações em forma de BDRs da LAN, será igual para o Acionista Controlador TAM e para os outros acionistas que não fazem parte do grupo de controle, de forma a garantir o tratamento igualitário dos acionistas.
Especula-se, no mercado, que a Gol estaria estudando uma fusão com a Copa Airlines ou com a Avianca. Porém, a mesma já se pronunciou, na imprensa, que não pretende vender parte da companhia, mas aumentar os negócios na Bolsa, conforme informado pelo vice-presidente de Planejamento Estratégico e Finanças da Gol, Leonardo Pereira.
Vamos aguardar as repercussões desse mais novo movimento estratégico das peças do xadrez da aviação latino-americana.

21 de julho de 2010

Azul anuncia compra de 20 ATR 72-600


Agora é oficial. A Azul anunciou nesta terça, 20, a aquisição de 20 aeronaves ATR 72-600, com opção para mais 20, com valor total de US$ 850 milhões, caso as unidades opcionais sejam adquiridas futuramente. Esse aviões começarão a ser entregues no segundo semestre do próximo ano e serão usados como alimentadores dos voos que partem de Viracopos. O plano da empresa é, basicamente, ligar o interior paulista a Viracopos e, num segundo momento, compor hubs (centros de chegadas e partidas de voos) em Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba para atender cidades das respectivas regiões.

Os ATR 72-600 são ideais para operação em pistas curtas e, assim, a companhia poderá atender a uma demanda reprimida no interior dos estados do Sul e Sudeste, com cidades que possuem aeroportos pequenos, porém com grande necessidade de voos convenientes para os grandes centros do país.

Como a Pantanal ficou parada, mesmo depois de ter sido comprada pela TAM, a Azul agiu rápido e irá abocanhar esse potencial mercado formado por importantes cidades do interior das regiões Sul e Sudeste.

Comprova-se ai, um erro de estratégia da TAM por não ter mantido uma frota alimentadora das suas principais linhas. Foi preciso um norte-americano, nascido no Brasil, o qual obteve um know-how incrível na aviação comercial nos Estados Unidos e Canadá, para enxergar, junto com sua equipe, diga-se de passagem, esse pontencial (e abandonado) segmento do mercado aéreo brasileiro. Mesmo tendo comprado a Pantanal há pouco tempo, a Tam ainda não tomou uma decisão a respeito. A compra da Pantanal deveria ter acontecido bem antes, pois fazia tempo que a mesma passava por uma crise financeira.

Qual será a reação da TAM? E da Trip, que agora, de fato, ganha um concorrente direto? E a Passaredo, sediada em Ribeirão Preto, como reagirá? Eu só espero que essas empresas reajam ou então veremos a dominação de um importante segmento da aviação comercial por aquela que nasceu como a mais capitalizada da história (com muitos, mas muitos dólares mesmo) e uma enorme vontade (e capacidade) de lucrar. Caso as demais companhias reajam, desde que seja uma concorrência saudável, será ótimo para o mercado como um todo.

Fonte: PanRotas; AgênciaEstado.
Foto:Jetsite.Disponível em:www. jetsite.com.br

17 de julho de 2010

Azul anunciará encomenda de turboélices ATR 72




A Azul Linhas Aéreas irá anunciar, na próxima terça, 20, a encomenda de aviões turboélices ATR 72-600 para 68 passageiros, para complementar sua frota de 18 jatos E 190 e E 195, da Embraer. Trata-se do modelo mais recente desse incrível e moderno turboélice, o qual obteve sucesso absoluto operando em companhias aéreas regionais de todo o mundo. O número exato de ATR ainda será divulgado, mas já se especula entre 15 e 20 aeronaves. O preço de cada ATR será em torno de US$ 20 milhões, enquanto o jato E 170 da Embraer, também para cerca de 70 passageiros, custa algo em torno de US$ 33,4 milhões. O ATR é ideal para distâncias de até 500 km, e o mesmo possui um consumo de combustível um terço menor do que o E 170. Além disso, o turboélice poderá operar em aeroportos com pistas menores.



Observa-se, com esse movimento estratégico, que a Azul enxergou possibilidades excelentes em atender cidades de médio porte, principalmente do interior de São Paulo, criando um verdadeiro hub em Viracopos, o qual será alimentado com vôos vindos do interior paulista, dando opções para o passageiro do interior embarcar de Viracopos para os demais destinos da Azul operados com os jatos da Embraer.

Como a Pantanal permaneceu praticamente estagnada nos últimos anos, tendo inclusive reduzido suas operações mais recentemente, o rico interior de São Paulo ficou sem opções de ligações aéreas convenientes. Também não se pode deixar de observar outras possibilidades nos demais estados das regiões sul e sudeste, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e até mesmo Minas Gerais.

Dessa forma, pode-se dizer que a Trip ganhou, definitivamente, uma concorrente de peso, mas pelo jeito, essa última está bem preparada, haja vista seu sócio de peso, a gigante norte-americana de transportes aéreos regionais, Skywest Airlines, a qual possui 20% da Trip.

E as novidades no mercado não param por ai. Na próxima semana, na feira de aviação de Farnborough, na Inglaterra, a Trip também anunciará uma nova encomenda de jatos Embraer. Assim, observa-se um aumento na concorrência no mercado de aviação no Brasil, reflexo do forte crescimento da demanda nos últimos anos.

Isso é ótimo para o setor aéreo como um todo, pois gerará mais riqueza para o país, a começar pela contratação de mais pilotos, comissários e mecânicos, e outros cargos tão importantes para uma companhia aérea.

Bem, pelo que se nota, os empreendedores desse setor estão fazendo a sua parte, agora só falta o governo fazer a sua, ou seja, cuidando da infra-estrutura dos aeroportos. A Infraero e outros órgãos de administração aeroportuária precisam se agilizar, pois a infra-estrutura está ficando aquém do crescimento da demanda. Nos últimos dez anos, a Infraero se preocupou mais em fazer aeroshoppings do que obras e ampliações nas pistas e pátios e, agora, está aí o resultado...

Fonte: Folha de S. Paulo. Mercado, 16 de julho de 2010.


19 de junho de 2010

Passaredo ganha prêmio internacional de design de marca


A Passaredo foi premiada no Worldwide Logo Design Annual (Wolda 09 Awards), maior prêmio internacional de design de marcas que valoriza trabalhos produzidos no mundo. A companhia ficou em 2º lugar entre as marcas brasileiras desenvolvidas em 2009 e figurou entre as 50 melhores no ranking mundial. Ao todo, foram mais de 1,8 mil logotipos inscritos por diversos escritórios e agências de design.

O logotipo da empresa foi desenvolvido pela consultoria de marcas Commgroup Branding, no final de 2008, quando a empresa passou por algumas reestruturações e adquiriu seus primeiros jatos Embraer ERJ145.


Realmente, esse novo logotipo ficou muito bonito. Essas duas cores ficaram muito bem, passando uma imagem de modernidade à companhia, combinando assim, com a beleza das linhas do jato ERJ-145.

Parabéns à Passaredo. Desejamos muito sucesso nessa sua nova etapa de crescimento e consolidação dos seus serviços na aviação comercial brasileira.

Fonte: Panrotas.

4 de junho de 2010

Estudo do IPEA: Aviação regional brasileira começa a crescer


















Estudo do Ipea aponta o desenvolvimento econômico das cidades médias como gerador de oportunidades para o setor aéreo no País

O Brasil tem registrado grandes taxas de crescimento no mercado de transporte aéreo. Em 2009, quando vários setores sofreram os efeitos da crise internacional, o número de passageiros cresceu a taxas de dois dígitos no segundo semestre. Trata-se, portanto, de um setor com inúmeras oportunidades em um horizonte que se estende além dos eventos da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olimpímpicos de 2016.

As oportunidades e os obstáculos para o progresso da infraestrutura aérea foram analisados no Comunicado do Ipea nº 54, Panorama e perspectivas para o transporte aéreo no Brasil no mundo, divulgado nesta segunda-feira, 31, em Brasília. O estudo faz parte da série Eixos do Desenvolvimento Brasileiro, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada.

O Comunicado sugere, entre outras políticas para o setor, a abertura do capital da Infraero que permitiria à empresa captar recursos no mercado e, assim, ter maior capacidade de investimento. Segundo o estudo, apesar de a Infraero fazer investimentos, a distribuição de seus recursos não corresponde à necessidade da demanda. Os recursos dos aeroportos rentáveis que ela administra são redistribuídos dispersivamente para aeroportos que não têm autonomia financeira para continuar funcionando.

"Não se pode vislumbrar soluções baseadas exclusivamente em recursos públicos", afirma o documento, depois de ressaltar os avanços necessários para atender ao crescimento da aviação regional, cujas infraestruturas, tanto aeroportuária quanto aeronáutica, são precárias em cidades que polarizam economias regionais e estão em pleno desenvolvimento. Trata-se, de acordo com o estudo, "de gerar um ambiente de estabilidade institucional, segurança jurídica e estímulo aos investimentos privados, de forma a ampliar a abrangência de concessões e de viabilizar as parcerias público-privadas".
Expansão
Como um dos aspectos positivos, o Comunicado identifica o crescimento da aviação regional brasileira, já com métodos mais modernos de gestão. "Essa consolidação é causa e consequência também do desenvolvimento econômico das cidades médias e dos centros regionais do País. Conta ainda com a colaboração das dimensões continentais do Brasil para sempre se valer da condição de ser um transporte imprescindível", destaca o documento.

"O Ipea levantou algumas condições para orientar decisões do governo sobre a política setorial", ponderou o coordenador de Infraestrutura Econômica do Instituto, Carlos Campos. "Também existe a possibilidade de passar para o setor privado investimentos que são mais rentáveis, e a Infraero continuaria administrando, com ajuda do orçamento fiscal, os demais aeroportos que não têm alternativa financeira", explicou Campos. Ele apresentou mais duas alternativas ao setor privado: permitir o ingresso nos aeroportos públicos fazendo investimentos por meio de concessão ou de parceria público-privada, ou permitir que invista em novos aeroportos.

O estudo indica que dez aeroportos - de Natal (RN), Pampulha (MG), Confins (MG), Santos Dumont (RJ), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Manaus (AM), Brasília (DF), Congonhas (SP) e Guarulhos (SP) - estão operando no limite e com uma demanda reprimida que não é atendida. Em todos eles existem pedidos de pouso e decolagem maiores que a capacidade do aeroporto. Manaus, segundo Campos, é um caso específico de transporte de cargas. "As indústrias de televisores tiveram de reprogramar suas estruturas produtivas devido ao sistema deficitário de transporte de carga aérea", explicou. Em Natal, onde há problemas de transporte de passageiros, ele lembrou que está sendo construído um novo aeroporto.
Nova organização
De 2003 até hoje, a demanda do setor aéreo tem crescido significativamente acima do Produto Interno Bruto (PIB). Embora aponte uma escassez de investimentos em relação ao crescimento da demanda por serviço aéreo, o estudo do Ipea conclui que este é um setor que cresce vertiginosamente e que precisa de uma nova organização institucional, diferente daquela pautada pela realidade do País e do mundo antes da globalização.

Em praticamente todas as grandes metrópoles dos países desenvolvidos os aeroportos sofrem de congestionamentos, e hoje existem transportes alternativos. "No Brasil, nós também já temos isso no que se chama terminal São Paulo, que engloba Viracopos, Cumbica e Congonhas. Isso necessita de investimentos, de novas tecnologias de controle do tráfego aéreo, e nós inevitavelmente vamos caminhar para isso", justificou o consultor e especialista do Ipea Josef Barat, que participou do estudo.

Questionado sobre o risco de colapso no setor, e de ocorrerem problemas sérios durantes os eventos da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, Barat respondeu que "tomadas as precauções, as medidas no tempo certo, os problemas podem ser corrigidos em curto e médio prazos".

O documento do Ipea afirma que não se trata mais de discutir os períodos de forte intervenção estatal com os de ampla liberalização, mas sim de dar ao mercado e à cadeia produtiva um respaldo de planejamento de longo prazo, formulação de políticas públicas consistentes, ação reguladora competente e confiável, bem como segurança jurídica aos atores envolvidos.

Apresentaram o Comunicado, em Brasília, o diretor de Estudos e Políticas Setoriais, de Inovação, Regulação e Infraestrutura, Marcio Wohlers; o coordenador de Infraestrutura Econômica, Carlos Campos; o coordenador de Desenvolvimento Urbano, Bolívar Pêgo; e o assistente de pesquisa do Programa Nacional de Pós Doutorado (PNPD) Josef Barat.


Fonte: IPEA. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/default.jsp
Foto: ATR 42 da Trip em Londrina.Disponível em: http://www.jetsite.com.br/2008_v35/Galeria.aspx?getBy=0

7 de janeiro de 2010

Pesquisa comprova bom momento da aviação regional



Pontualidade, conforto, excelência no atendimento ao cliente e variedade de destinos, qualidades que traduzem bem o bom momento vivido pela aviação regional brasileira, que a cada ano ganha mais espaço na preferência dos usuários do transporte aéreo.


Uma comprovação desta realidade foi divulgada ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), com o balanço das avaliações postadas pelos usuários no Espaço do Passageiro em 2009, onde duas companhias aéreas regionais associadas à Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional (ABETAR) aparecem nas primeiras colocações.
"O resultado demonstra que as 'pequenas' podem oferecer um serviço diferenciado, personalizado e sem cobrar mais pelos serviços, com destaque para o serviço de bordo, um dos itens melhor avaliados. Além disso, por operarem com aeronaves menores garantimos uma comunicação mais próxima do nosso cliente", disse o presidente da ABETAR, Apostole Lazaro Chryssafidis.

Caminho Certo - Para Renato Pascowitch, diretor da OceanAir, empresa com a melhor avaliação no Portal Espaço do Passageiro, o resultado comprova que o setor está no caminho certo.

"Isso comprova que as menores estão buscando um projeto diferenciado e que os passageiros estão gostando. O Espaço do Passageiro é interessante porque ele torna público, para quiser saber, a opinião de quem já usou os serviços. Para 2010, vamos manter o nosso foco no passageiro e continuar com a nossa estratégia de garantir pontualidade, espaço, conforto, serviço de qualidade, ampliando a nossa participação no mercado", disse Pascowitch, que destaca a chegada de 4 novas aeronaves Airbus A319.

Segundo a ANAC, a OceanAir fechou 2009 com nota média 7,50 e 301 avaliações. Com destaque para o item Serviço de Bordo, com nota média de 8,03, seguidos de Atendimento no Check in (7,68), Pontualidade (7,65), Atendimento Venda Passagens (7,58).

TRIP LINHAS AÉREAS - Em segundo lugar no ranking geral, com nota média de 7,33 e 240 avaliações de passageiros está a Trip Linhas Aéreas. A empresa também aparece na liderança de 4 dos 11 quesitos avaliados: Atendimento na Venda de Passagens, Sala de Embarque, Atendimento pela Internet e Cuidados com a Bagagem.

O ESPAÇO - O Espaço do Passageiro, portal de serviços da ANAC, pode ser acessado pelo site www.anac.gov.br/passageiro. Nele, os viajantes podem avaliar e visualizar as notas atribuídas em 11 quesitos às empresas aéreas nacionais e internacionais.

Empresas associadas: Trip Linhas Aéreas, OceanAir, Passaredo Linhas Aéreas, NHT Linhas Aéreas, Air Minas Linhas Aéreas, Pantanal Linhas Aéreas, Meta Linhas Aéreas, Total Linhas Aéreas, Team Brasil Linhas Aéreas, Rico Linhas Aéreas, Abaeté e Puma Air Linhas Aéreas.

Fonte: Assessoria de imprensa ABETAR


31 de dezembro de 2009

Sol inicia novos voos entre Maringá e Curitiba


Uma boa notícia para os usuários de transporte aéreo da região: a partir do dia 4 de janeiro, a Sol Linhas Aéreas terá dois vôos diários entre Maringá e Curitiba. Segundo o presidente Marcos Solano Vale, a mais nova empresa brasileira de aviação regional optou por horários estratégicos, oferecendo alternativas de comodidade em espaços não servidos pelas empresas que já operam no aeroporto local.

A aeronave Sol Linhas Aéreas decolará de Curitiba às 11h03, chegando a Maringá às 12h13. Às 12h40, decolará de Maringá, rumo a Curitiba, com chegada prevista ao Afonso Pena às 13h50.

Sobre a Sol
Mais nova empresa brasileira do setor, a paranaense Sol Linhas Aéreas, foca sua atuação no segmento das cidades de médio porte, estabelecendo conexões com os grandes centros, a exemplo da ponte aérea Cascavel-Curitiba.

A empresa opera um modelo Let 410 para 19 passageiros mais tripulantes e nesta primeira etapa contará com outras quatro aeronaves que serão incorporadas à frota nos próximos meses. Mais detalhes no site www.voesol.com.br

Fonte:Abetar e H2FOZ

25 de novembro de 2009

Frente quer descontingenciar R$1 bi do PROFAA


BRASÍLIA - De acordo com o presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Transporte Aéreo Regional (FPDTAR), deputado federal Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), depois de dois meses da criação da frente já reúne quase 300 parlamentares, ficando atrás apenas da Frente da Saúde. Rêgo Filho participa do 4° Congresso da Abetar.

"Estamos fazendo reuniões periódicas com a Abetar. Além disso, as reuniões técnicas já avançaram com o Ministério da Fazenda, envolvendo o BNDES, e com o Ministério da Defesa", disse o deputado.

Segundo Vital, há grupos de trabalho interferindo nas questões de financiamento para o setor, no caso do Ministério da Fazenda, e de remessa de projetos para a Casa Civil, no caso do Ministério da Defesa. "Teremos uma reunião com a Anac para discutir a infraestrutura dos aeroportos", acrescentou o parlamentar.

Além desta reunião, a frente parlamentar terá uma nova reunião com o Ministério do Planejamento para discutir o Programa Federal de Auxílio a Aeroportos (Profaa), um fundo que é formado por taxas pagas pelo passageiro e pela companhia aérea para ser aplicada em infraestrutura dos aeroportos.

"Esta verba já está contingenciada em mais de R$ 1 bilhão. Queremos que o Planejamento libere para o Ministério do Turismo este montante para acelerar os processos", finalizou.

fonte: Panrotas

20 de novembro de 2009

Brasil poderá produzir 2 bilhões de litros de bioquerosene em 10 anos


Segue abaixo uma importante notícia sobre as possibilidades de produção de bioquerosene a partir da cana-de-açúcar, no Brasil, e o acordo firmado entre Azul, Embraer e GE para testar o bioquerosene em uma aeronave comercial em 2012.

RIO - O Brasil poderia garantir, dentro de dez anos, uma produção de até 2 bilhões de litros de bioquerosene para uso na aviação civil.

A projeção foi feita ontem por Roel Collier, diretor geral no Brasil da Amyris - empresa americana responsável pelo desenvolvimento do produto a partir da cana-de-açúcar - que estima o desvio de uma parte da expansão da produção de álcool nos próximos anos para a fabricação do bioquerosene.

O executivo acrescentou que são consumidos 250 bilhões de litros de querosene de aviação (QAV) anualmente na aviação civil, enquanto a produção total de etanol no Brasil gira em torno de 25 bilhões de litros. "É impossível produzir isso com biocombustíveis hoje. Se toda capacidade de etanol fosse para o QAV daria uma mistura de 10%", mostrou Collier.

PAINEL -Collier participa na próxima segunda-feira (23), do painel "Proteção Ambiental e Combustíveis Alternativos", que acontece durante a programação do 4º Congresso da ABETAR (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional), na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília.

A Amyris Pesquisa e Desenvolvimento de Bicombustíveis Ltda (subsidiária da Amyris Biotechnologies, Inc.) fechou um acordo com Azul, Embraer e GE para testar, em 2012, o bioquerosene em uma aeronave comercial.

Collier ressaltou que os custos de produção tendem a acompanhar os da cana-de-açúcar e garantiu que o poder calofírico do produto é equivalente, ou maior, que o do QAV padrão. O executivo destacou ainda que o novo combustível acompanha as emissões de dióxido de carbono do álcool, e são de 80% a 90% inferiores às do QAV.

Além do diretor da Amyris, o painel terá como debatedores, Guilherme de Almeida Freire, diretor da Diretoria de Estratégia e Tecnologia para o Meio Ambiente e Filipe Pereira dos Reis, gerente geral da IATA Brasil (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

O painel será moderado pelo engenheiro Paulo Roberto de Carvalho Machado, especialista em Sistemas de Combustíveis de Aeronaves e referência técnica em bicombustíveis da DCA-BR (Organização Brasileira para o Desenvolvimento de Certificação Aérea),

Confira a programação completa e faça sua inscrição no site da ABETAR www.abetar.com.br/congresso. Vagas limitadas.

fonte: Valor Online/ABETAR

28 de outubro de 2009

Passaredo linhas aéreas terá novos sócios


Após suspender a sua operação entre 2002 e 2004 por causa de uma crise financeira, a Passaredo Linhas Aéreas negocia a venda de parte de seu capital e quer dobrar de tamanho.

A companhia regional paulista, fundada em 1995 pelo grupo homônimo de transporte rodoviário de passageiros, mantém conversações com um fundo de investimento brasileiro e uma empresa aérea estrangeira, diz o seu presidente, José Luiz Felício Filho.

A negociação deverá ser concluída até o final de 2010. Os nomes dos potenciais investidores, porém, foram mantidos em sigilo pelo executivo, filho do fundador do grupo Passaredo, José Luiz Felício.

"O Brasil, com a possibilidade de abertura de 20% para 49% de participação de capital estrangeiro no setor, cria uma tendência natural das empresas aéreas de fora investirem aqui", diz Felício Filho, mais conhecido como comandante Felício.

Ele se referiu a uma proposta de mudança na legislação aérea que tramita no Congresso e que prevê o aumento de 20% para 49% no limite de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. Em setembro de 2008, a também regional Trip Linhas Aéreas foi a primeira a vender uma fatia do capital a uma estrangeira - 20% para a americana SkyWest.

Enquanto negocia com possíveis futuros investidores, a Passaredo anunciou ontem um investimento de US$ 90 milhões para praticamente dobrar de tamanho. Os recursos serão financiados por empresas de leasing de aeronaves para a aquisição de até oito jatos ERJ 145 da Embraer, para 50 passageiros.

A frota atual da companhia tem 10 aviões, sendo seis turboélices Brasília, também da Embraer, com 30 assentos, e quatro ERJ 145. O dinheiro também será usado em ampliação de infraestrutura (hangares e balcões de check in, por exemplo).

A Passaredo respondeu, em setembro, por 0,38% dos vôos regulares operados no mercado doméstico e projeta um volume de 430 mil passageiros embarcados em 2009. Com os investimentos em infraestrutura e os novos jatos, Felício Filho estima que a fatia da companhia vai saltar para 0,7%, ou em torno de 1 milhão de pessoas transportadas no ano que vem.

Atualmente, a Passaredo voa para 17 destinos, principalmente entre municípios do interior paulista, com 76 voos diários. Até o final de 2010, a empresa planeja atender 25 cidades, incluindo o nordeste brasileiro, por meio de 130 frequências por dia.

A Passaredo e a Trip lideram a aviação regional que, em setembro, registrou aumento de 41,3% no fluxo de passageiros transportados no país, em relação a igual período de 2008.

Essa expansão é mais do que o dobro do desempenho do duopólio TAM e Gol, de 20,6%, e só perde para os 193% de OceanAir, Webjet e Azul.(AK)

fonte: Valor Econômico. Disponível em: www.abetar.com.br

14 de maio de 2009

Pantanal terá voos diários de Congonhas a Maringá


A Pantanal Linhas Aéreas vai começar a voar para um novo destino a partir do dia 18. É a cidade de Maringá, no norte do Estado do Paraná.

Serão dois voos diários, a partir de Congonhas (SP), sendo um direto e outro via Marília, no interior paulista.

O voo direto (PTN-47) sai de Congonhas às 20h05 e chega em Maringá às 21h45. No sentido oposto, sai da cidade paranaense às 6h e chega em São Paulo às 7h40.

O voo com escala tem os seguintes horários: o de ida (PTN-4716) sai de Congonhas às 13h20, pousa em Marília às 14h30 e decola para Maringá às 14h45, onde chega às 15h20; no sentido inverso (PTN-4739), o voo sai de Maringá às 15h50 e chega em Marília às 16h25, de onde decola às 16h40 para a capital paulista, onde chega às 17h50.

Fonte: Panrotas

30 de abril de 2009

Líder com novo serviço de manutenção

A partir do dia 01 de maio, o novo hangar da Líder Aviação no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, estará homologado como o único Centro de Serviços Autorizado da Hawker Beechcraft Corporation no Brasil para a manutenção dos modelos Baron e Bonanza. A escolha foi feita devido à excelente infra-estrutura do hangar, que oferece espaço e conforto ao operador da aeronave, além de não haver restrição de acesso (slots para pouso ou decolagem) no aeroporto.

A iniciativa da Líder tem como objetivo oferecer aos proprietários dos modelos Baron e Bonanza a melhor opção para a realização dos serviços de manutenção. O hangar, inaugurado em setembro de 2008, recebeu um investimento de R$ 7,5 milhões e compreende uma área total construída de 4.275 m², em um terreno de aproximadamente 6 mil m². É o maior hangar do Aeroporto de Jacarepaguá, com uma cobertura de seguro global de US$ 350 milhões.

A Unidade de Manutenção de Aeronaves da Líder Aviação continua seu processo de constante crescimento. Conta com investimento de US$ 300 mil em treinamentos no Brasil e exterior com foco na capacitação dos 230 profissionais da unidade; US$ 11 milhões em peças para seu estoque - o que garante o pronto atendimento das aeronaves em manutenção e a certeza de segurança e qualidade de trabalhar apenas com materiais rastreáveis - e US$ 5 milhões em ferramental específico para utilização em manutenção de aeronaves.









Fonte: Jetsite

24 de abril de 2009

Livro relata dinâmica do setor aéreo



Considerado um dos maiores especialistas da atualidade, Alessandro Oliveira, diretor-executivo do NECTAR/ITA (Núcleo de Economia dos Transportes, Antitruste e Regulação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e vice-presidente do Instituto Nova Cidadania, apresenta ao público o livro "Transporte Aéreo: Economia e Políticas Públicas (TAEPP)", lançado pela Pezco Editora.

A obra começa com as características econômicas desta cadeia produtiva que é vital para o país, passando pela mão-de-obra, os preços e os modelos de negócios; navega pela regulação setorial no Brasil, incluindo a flexibilização, a regulação e a desregulação; estuda os mercados aéreos sob as lentes da concentração e da competitividade; e ainda apresenta três estudos de caso. Finalmente, oferece dez princípios balizadores da regulação e das políticas públicas do Transporte Aéreo.

Segundo Oliveira, a publicação tem o objetivo de ser fonte de informação e conhecimento para alunos e interessados em geral, auxiliar na qualificação de técnicos e gestores do setor, servir como base para cursos acadêmicos de transporte, turismo e negócios e principalmente para ser útil no processo introdutório de aspectos de regulação e desregulação econômico.

"O livro proporciona maior entendimento de um conjunto de questões discutidas nesse momento de mudança, quando voltaram à tona as questões sobre liberação tarifária, subsídios às empresas regionais. É uma oportunidade das pessoas entenderem melhor a crise e porque o setor aéreo é tão diferente", disse Oliveira.

LANÇAMENTO - O coquetel de lançamento do livro acontece amanhã (24), das 19h às 21h30, na Livraria Cultura, no Shopping Bourbon Pompéia - SP, rua Turiassú, 2100. Telefone (11) 3868-5100.

Sobre o autor
Economista (FEA/USP, 1994), Livre-Docente em Gestão de Marketing (EACH/USP, 2008) e PhD em Economia pela University of Warwick (2004). Professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ITA. Diretor-Executivo do Núcleo de Economia dos Transportes, Antitruste e Regulação (NECTAR/ITA).

Vice-presidente do Instituto Nova Cidadania. Ex-Diretor de Política Regulatória da Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Defesa e Presidente-Fundador da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA).

Autor de diversos artigos científicos publicados em âmbito internacional e nacional na área de economia e regulação do transporte aéreo.

Vencedor de prêmios concedidos por ANPEC, CNI, CNT/ANPET, Instituto Liberal, Instituto de Engenheiros da Grã-Bretanha, Ministério da Fazenda, dentre outros.

Trabalhou na área de custos de produção e controladoria em empresas como Kellogg, Parker-Hannifin e Monsanto do Brasil. Presta serviços de consultoria e assessoria em regulação, antitruste e transportes para instituições como Banco Mundial, IPEA, SEAE, ANP, ANAC, OACI, ABETAR, Ministério do Turismo, Correios, Eurocontrol.

Informações
Pezco Editora & Desenvolvimento Ltda
Telefone/fax (11) 3582 5509
E-mail: pezcoeditora@pezco.com.br

Onde encontrar:
Livraria Cultura
São Paulo (11) 3170 4033 . Campinas (19) 3751 4033 . Porto Alegre (51) 3028 4033 . Recife (81) 2102 4033 . Brasília
(61) 3410 4033 (Entrega foguete: Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, e Ribeirão Preto).http://www.livrariacultura.com.br

Livraria Prefeito Faria Lima - FGV
Avenida 9 de Julho, 2029, São Paulo - Tel: (11) 3281-7875.
http://www.fgv.br/livrariagv/


Fonte: Pezco Editora; CH2 Comunicação Corporativa. Disponível em:www.abetar.com.br

10 de abril de 2009

Azul pretende iniciar operações em Londrina no próximo mês


A empresa aérea Azul Linhas Aéreas Brasileiras deverá começar a operar em Londrina no próximo mês. A data anunciada, 15 de maio, ainda é provisória, segundo informou o vice-presidente de operações da Azul, Miguel Dau. A empresa terá dois voos diários para Campinas-SP (Aeroporto de Viracopos). "Definimos essa data, mas ainda aguardamos a liberação oficial da Anac. Acredito que dentro de 15 dias teremos o documento, por isso já estamos nos preparando para iniciar as operações. Serão dois voos diários, um pela manhã e um no final da tarde", antecipou o vice-presidente. Ainda de acordo com Dau, dois funcionários da Azul, o gerente de logística e o diretor técnico, estiveram ontem (09/04) pela manhã visitando o aeroporto de Londrina. Os dois funcionários estavam finalizando, com a Infraero, a escolha dos locais para a instalação dos balcões de atendimento da companhia.

Para o vice-presidente de operações da Azul, a expansão da malha para Londrina vai ao encontro dos projetos da companhia: "Vemos com satisfação, pois conhecemos o potencial da cidade e, com certeza, vamos preencher uma lacuna deixada pela concorrência, principalmente, na questão dos horários".

Essa é uma ótima notícia para Londrina, afinal, a terceira maior cidade da região Sul não poderia ficar de fora da malha de rotas da Azul. Apenas Gol/Varig e TAM, além da Trip, operam em Londrina. Há tempos novos horários e, principalmente, serviços e tarifas diferenciados estavam sendo demandados pela região de Londrina.

Seja bem-vinda a Londrina, Azul!!!

Fonte: Jornal de Londrina-JL (10/04/09)
Foto: Jetsite.

Pantanal irá a leilão



A Pantanal, companhia de voos regionais, apresentou na última segunda-feira seu plano de recuperação judicial. O plano estipula a divisão da empresa em duas unidades - uma de operação de voos e a outra de arrendamento (leasing) de aeronaves - e a consequente venda da primeira em leilão.

A Pantanal tem dí
vidas superiores a R$ 50 milhões, sendo pelo menos R$ 40 milhões com o fisco e outros R$ 15,2 milhões com diversos tipos de credores, entre eles a TAM e a Infraero. Segundo o plano desenhado pela empresa, a unidade de operação aérea englobará quase que exclusivamente os contratos de concessão da empresa, que incluem o direito de operação de 16 espaços para pouso e decolagem (slots) em Congonhas, aeroporto mais cobiçado do país.

Trata-se de um modelo parecido com o adotado na recuperação judicial da Varig, que já dura quase quatro anos. Thomas Müller, advogado da Pantanal do escritório Sérgio Müller & Associados, diz que o plano de recuperação estabelece lance para compra dessa unidade no valor de R$ 38,7 milhões e autoriza somente as empresas detentoras de um Cheta - certificado de homologação de empresa aérea - a participar do leilão. "A restrição visa evitar a participação de investidores aventureiros que não conhecem o setor aéreo", afirma Müller. O eventual comprador dessa unidade também assumiria obrigações em torno de R$ 7 milhões referentes a transportes a executar, leasings e remuneração do administrador judicial da Pantanal. Os credores terão então 30 dias para apresentar contestações, contados a partir da publicação de um edital sobre o plano.


Quem deverá levar os slots? Trip ou Azul? Os próximos acontecimentos tendem a ser bem interessantes.

Foto e Fonte: Jetsite.

25 de março de 2009

Azul pretende atingir 4,5% do mercado até o final do ano


A Azul Linhas Aéreas Brasileiras promoveu nesta quarta-feira, no Centro do Rio de Janeiro, um almoço para cerca de cem agentes de viagem, operadores, consolidadores e representantes das principais entidades do trade carioca. O evento contou com a presença de Pedro Janot, presidente da companhia, parte de sua diretoria, além de Luiz Strauss, presidente da Abav- RJ.

A Azul opera, desde o último dia 20 de março (sexta-feira), o que Janot denominou de: “a mais nova ponte aérea Rio-São Paulo”, ligando o aeroporto de Viracopos, em Campinas, ao aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro. Atualmente, o trajeto conta com seis frequências diárias e em breve a Azul promete 14 voos com conexão para São Paulo no ônibus da empresa, levando os passageiros em nove horários por dia.

Durante sua apresentação, Janot comentou sobre a importância do mercado do interior paulista para o turismo fluminense. “Temos um mercado virgem na região de campinas, tanto que estamos com os voos lotados até 5 de abril.”, revela o executivo, que prometeu ainda ampliar gradativamente esse número, chegando a 14 voos diários em 16 de abril.

A nova empresa aérea planeja atingir a expressiva marca de dois milhões de passageiros ainda em 2009 chegando a 3,7 milhões até o final do ano que vem com a perspectiva de operar com 20 aeronaves para 20 destinos e por isso a companhia vem se aproximando das agentes de viagem. “80% do mercado de aviação comercial é movimentado pelas agências, nós acreditamos nessa parceria por isso procuramos estreitar essa relação.”

Perguntado sobre a a luta que travou com o Governo do Estado do Rio de Janeiro, o empresário contou que aguardou durante cinco meses com todos os funcionários parados no Aeroporto Santos Dumont mas que já começa a colher os resultados. “Não quero falar mais do passado mas isso foi de fato uma jogada política, um ato equivocado do governador Sérgio Cabral que percebeu que estava jogando contra a população e desistiu”, conclui.

Fonte: Jornal de Turismo

18 de março de 2009

Trip receberá em abril jatos da Embraer


O presidente da Trip Linhas Aéreas, José Mário Caprioli, disse ontem à ABETAR que receberá no próximo dia 16 de abril, 4 aeronaves Embraer 175 encomendadas pela companhia.

Os jatos com capacidade para 86 lugares ampliarão a frota da empresa, que hoje conta com 20 aeronaves entre elas os ATR´s 42 e ATR's 72, com capacidade para 50 e 70 lugares respectivamente.

EXPANSÃO - Segundo Caprioli a previsão da empresa é ampliar a sua atuação no mercado nacional e passar de 80 destinos atendidos. No último dia 16, teve início a operação da rota entre Salvador e Petrolina em Pernambuco. Para 25 de abril, a previsão é de que tenha início a rota Salvador a Lençóis na Chapada Diamantina.

"O ano de 2008 foi muito bom para gente pois conseguimos um desenvolvimento muito agressivo. Ao final do ano veio a crise que acendeu a luz amarela e nesse primeiro trimestre sinalizou que ela continua. Nós analisamos que esse é o momento da aviação regional e entendemos que deixar de investir agora seria ruim para o futuro. Nossa previsão para esse ano é investirmos US$ 200 milhões", disse Caprioli.

PARADIGMAS - Para Caprioli é preciso mudar o foco da discussão da ampliação do mercado aéreo: "É preciso quebrar paradigmas. No Brasil temos cerca de 200 mil pessoas andando de ônibus em distâncias que deveriam ser inseridas no sistema aéreo.Eu percebo que tem pouca gente discutindo como vamos criar um sistema aéreo mais eficiente."

Realmente, como disse o presidente da Trip, existe pouca discussão sobre como tornar o transporte aéreo brasileiro mais eficiente. A agência reguladora do setor, a Anac, está totalmente politizada, afastaram técnicos competentes que poderiam levar adiante um processo de melhoria no transporte aéreo.

Pelo jeito, a falta de uma discussão mais completa e séria a respeito da criação de um sistema de transporte aéreo mais eficiente tende a se agravar, pois com o projeto de lei que tira atribuições das agências reguladoras e as transfere ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), ligado ao Ministério da Justiça, e à Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), do Ministério da Fazenda, as agências serão reduzidas a meros órgãos fiscalizadores. Atualmente, as agências reguladoras têm três objetivos principais: regulação, concessão de outorgas e fiscalização. Na verdade, trata-se de uma nova tentativa do governo federal de reduzir a autonomia das agências. Desse modo, com toda essa interferência política, percebe-se que o transporte aéreo brasileiro ainda continua com os mesmos problemas de outrora, houve apenas uma amenização, mas a qualquer momento uma nova crise pode estourar.

Fonte: ABETAR

17 de março de 2009

Governo de Mato Grosso reduz 50% do ICMS para combustível da aviação regional



Nesta terça (17), foi assinado um protocolo,
entre o Governo de Mato Grosso e a Trip Linhas Aéreas, reduzindo em 50% a cobrança de ICMS no combustível da aviação regional. Com o desconto, a alíquota passou de 25% para 12,5%. A Trip atua no Estado desde 2001 atendendo quatro cidades:Cuiabá, Rondonópolis, Sinop e Alta Floresta. A expectativa é de que o incentivo atue na redução dos custos de operação e consequente queda nos valores cobrados pela empresa.

"Sabemos que tudo na aviação é muito caro em Mato Grosso devido as enormes distâncias e a baixa concentração demográfica. Assim, estamos reduzindo a carga tributária", explicou o governador Blairo Maggi. Ele detalhou que o Estado não pode definir os valores das passagens cobrados da população, uma vez que cada empresa privada possui sua política de preços, mas incentivos como este devem sim ser sentidos pelos usuários.

O chefe do executivo estadual comentou as exigências da Anac para a operação de cada aeroporto no país. "Elas estão inviabilizando estas poucas iniciativas de integração local". Ele citou como exemplo a exigência de caminhões de combate a incêndios nas pistas de pouso, os mesmos para aeroportos internacionais de grande capacidade ou com apenas um voo diário de 64 passageiros (caso de Alto Floresta). "O caminhão que está sendo exigido custa cada um aproximadamente R$ 1,4 milhão, não há condições no país de fazer os investimentos que estão sendo pedidos".

"Esse protocolo da cada vez mais fôlego para ampliarmos os investimentos e assim voar para cada vez mais cidades. Em Mato Grosso temos o objetivo de desmembrar Sinop e Alta Floresta, realizando voos diretos para as duas cidades", enfatizou o diretor de marketing e vendas da Trip, Evaristo de Paula.

"A Trip está próxima de começar uma política de redução nos custos das passagens compradas antecipadamente", adiantou. Evaristo anunciou que a empresa está atravessando a crise financeira mundial com ótimas perspectivas de crescimento, 70% para este ano.

Em 2008 a companhia, que hoje atende o maior número de municípios no país, 68 cidades em 18 Estados, teve um faturamento de R$ 300 milhões.

"Temos a maior malha doméstica do país. Esta é a vocação da Trip. Em 2009 queremos chegar a 86 cidades do Brasil. Mais de 60% na América do Norte é feita pela aviação regional, no Brasil isto ainda está em torno de 2%".

Para o secretário de Desenvolvimento do Tursimo, Yuri Bastos, esta uma oportunidade para cidades como Cáceres, Barra do Garças, entre outras, passarem a buscar a presença de voos. "Várias cidades de Mato Grosso com ótimo potencial turístico acabam não recebendo visitantes por falta de acesso rápido. Já na próxima semana estaremos estudando novas rotas. Este protocolo é um passo decisivo para a aviação do Estado".

Enquanto isso, no Rio de Janeiro, o governador falastrão, Sérgio Cabral, ameaça acabar com o desconto no ICMS cobrado no querosene de aviação para voos a partir do Aeroporto Santos Dumont. Com o aumento, o imposto passará dos atuais 4% (alíquota com desconto) para até 18%.Segundo Cabral, a medida é uma reação do governo do Rio à decisão da Anac de liberar o uso do Santos Dumont para voos mais longos e para aviões maiores, ao derrubar a portaria que restringia seu uso para ponte aérea e para aeronaves de até 50 assentos. Uma das empresas beneficiadas pela medida é a Azul Linhas Aéreas, que chegou a entrar na Justiça pedindo a liberação.

Fontes: Abetar; Jetsite.