10 de setembro de 2008

Privatização de Viracopos e Galeão: Jobim não sabe o que está falando

O ministro, neófito em aviação, Nelson Jobim, falou na segunda-feira(08), conforme notícia já postada aqui no blog, que a transferência dos aeroportos Galeão e Viracopos para a iniciativa privada não prejudicará a Infraero.

Realmente, Jobim não sabe o que está dizendo mesmo. Abaixo, seguem alguns dados operacionais desses dois aeroportos, juntamente com os dados de outros importantes aeroportos pertencentes à rede Infraero.

A tabela abaixo mostra a participação dos principais aeroportos no total de passageiros transportados (embarque mais desembarque), tanto em vôos domésticos quanto em internacionais. Pela tabela, percebe-se que o aeroporto do Galeão está em 3º lugar na participação total da rede Infraero. Já Viracopos, está em 16º lugar.

Tabela1. Passageiros - Doméstico mais Internacional

(Embarque mais desembarque, com conexão, sem militar)

Em ordem decrescente de participação.

Período: Janeiro a Julho de 2008.

Aeroporto

Passageiros (unidade)

Participação (%)

1.Guarulhos

12.124.256

17,99

2. Congonhas

7.978.829

11,84

3. Galeão

6.522.138

9,68

4. Brasília

6.441.444

9,56

5.Salvador

3.613.594

5,36

6.Belo Horizonte-Confins

2.911.021

4,32

7.Porto Alegre

2.845.507

4,22

8.Recife

2.798.038

4,15

9.Curitiba-Afonso Pena

2.575.878

3,82

10.Fortaleza

2.087.669

3,10

11.Santos Dumont

2.021.860

3,00

12.Florianópolis

1.321.964

1,96

13.Belém-Internacional

1.307.728

1,94

14.Vitória

1.212.084

1,80

15.Manaus

1.125.025

1,67

16.Campinas-Viracopos

653.574

0,97

INFRAERO

67.392.567

100

Porém, quando analisamos a variação percentual com relação ao mesmo período do ano de 2007, ou seja, no acumulado de janeiro a julho, percebemos que Viracopos foi o 3° aeroporto com maior crescimento, 16,53%, no total de embarques e desembarques de passageiros no somatório dos vôos domésticos e internacionais. Galeão aparece em 5° lugar, com um crescimento de 16,16%. Levando em consideração que a participação de Viracopos e Galeão foram, respectivamente, de apenas 0,97% e 9,68%, isso demonstra o enorme potencial que esses dois aeroportos têm de melhorar a participação na rede Infraero, contribuindo para uma melhor distribuição do tráfego total do sistema.

Tabela 2. Passageiros - Doméstico mais Internacional.

Em ordem decrescente de variação percentual em

relação ao mesmo período de 2007 (Janeiro a Julho).

Aeroporto

Δ% Per. Ant.

Participação (%)

1.Belo Horizonte-Confins

25,11

4,32

2.Curitiba-Afonso Pena

18,12

3,82

3. Campinas-Viracopos

16,53

0,97

4. Guarulhos

16,40

17,99

5. Galeão

16,16

9,68

6.Recife

15,84

4,15

7.Florianópolis

14,04

1,96

8.Porto Alegre

11,72

4,22

9.Vitória

9,88

1,80

10.Belém-Internacional

8,50

1,94

11.Brasília

3,76

9,56

12.Salvador

2,17

5,36

13.Santos Dumont

1,19

3,00

14.Manaus

-2,41

1,67

15.Fortaleza

-3,98

3,10

16.Congonhas

-20,78

11,84

INFRAERO

4,80

100


Já com relação à carga, somando o mercado doméstico e o internacional, a tabela a seguir nos mostra que esse é o forte de Viracopos, o qual fica em 2º lugar, perdendo apenas para Guarulhos. Galeão está bem posicionado, em 4º lugar, logo após de Manaus. Ainda conforme essa tabela, a participação de Viracopos no total da rede Infraero ficou em 20,19%, sendo que a do Galeão ficou em 5,88%.

Tabela 3. Carga Aérea Doméstica e Internacional

(Embarque mais desembarque, com trânsito).

Em ordem decrescente de participação.

Período: Janeiro a Julho de 2008.

Aeroporto

Quantidade (Kg)

Participação (%)

1.Guarulhos

245.045.823

33,27

2.Campinas-Viracopos

148.739.551

20,19

3.Manaus

64.246.213

8,72

4.Galeão

43.276.591

5,88

5.Recife

30.339.328

4,12

6.Brasília

29.366.189

3,99

7.Salvador

25.171.748

3,42

8.Fortaleza

19.905.640

2,70

9.Congonhas

18.980.227

2,58

10.Belém-Internacional

15.362.099

2,09

11.Curitiba-Afonso Pena

15.182.084

2,06

12.Porto Alegre

15.044.984

2,04

13.Belo Horizonte-Confins

11.841.380

1,61

14.Vitória

7.039.785

0,96

15.Florianópolis

3.163.914

0,43

16.Santos Dumont

1.485.229

0,20

INFRAERO

736.558.537

100

Complementando as informações com relação à carga aérea, é importante colocar que Viracopos obteve um crescimento de 16,49% na quantidade (Kg) de carga movimentada (embarque mais desembarque, com trânsito). Já o Galeão teve queda de 6%. Só para se ter uma idéia do crescimento em importância de Viracopos, Guarulhos, cuja participação é a maior (33,27%), praticamente não cresceu em movimentação de cargas no mesmo período em análise, obteve apenas 0,83% de incremento.

Esses números ajudam a demonstrar a grande importância de Viracopos e Galeão para a rede Infraero. Viracopos é forte em cargas e tende a continuar crescendo nesse sentido, mas já demonstra que também aumentará bastante sua participação na movimentação de passageiros.

E o Galeão, em terceiro lugar em participação com relação ao movimento de passageiros, tem tudo para tirar o 2° lugar de Congonhas, pois já possui uma participação bem próxima, 9,68% contra 11,84% de Congonhas e ainda, conforme demonstra a tabela 2, o crescimento do Galeão foi de 16,16%, enquanto Congonhas amargou um decréscimo de 20,78%.

Somente Jobim e a sua trupe de neófitos em aviação não enxergam a importância desses dois aeroportos para a rede Infraero. A Infraero será sim prejudicada quando esses dois aeroportos forem retirados da sua administração.

Fonte: Infraero




Para Jobim, privatização de Viracopos e Galeão não prejudicará Infraero. Será?



O ministro da Defesa, Nelson Jobim, garantiu nesta segunda-feira, que a Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) não será prejudicada pela concessão para a iniciativa privada de dois dos 67 aeroportos públicos hoje administrados pela estatal.

Segundo o ministro, o governo já tomou a decisão política de privatizar os aeroportos internacionais de Viracopos, em Campinas, São Paulo, e Tom Jobim, o Galeão, no Rio de Janeiro. Para ele, a perda de receitas da Infraero será sanada com uma “reorganização interna” da estatal.

- A decisão política já está tomada. Agora é só uma questão técnica - afirmou Jobim. - O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social] vai fazer o estudo e então será decidida a concessão dos dois aeroportos, além da concessão para a construção do novo aeroporto de São Paulo”.

Na semana passada, Jobim já havia explicado que é necessário desafogar o tráfego aéreo nos dois principais aeroportos paulistas, Guarulhos e Congonhas, além de garantir a infra-estrutura do Galeão, já que o Brasil sediará a Copa do Mundo de 2014 e o Rio é candidato a sediar as Olimpíadas de 2016. Para o ministro, a administração privada irá proporcionar maior agilidade na realização das obras necessárias.

- Precisamos de agilidade e o problema não é com a Infraero, mas sim do sistema público, com [a necessidade] de licitações e uma série de demandas - afirmou Jobim.

Em junho deste ano, o presidente da Infraero, Sergio Gaudenzi, disse que a transferência do Galeão para o governo do Rio de Janeiro, conforme propõe o governador Sérgio Cabral, ou para a iniciativa privada desequilibraria as contas da estatal.

Na ocasião, Gaudenzi afirmou que é das receitas obtidas com os 12 aeroportos lucrativos - entre os quais o Galeão ocupa lugar de destaque - que a Infraero retira parte importante dos recursos utilizados para pagar suas contas e manter os investimentos em outros 55 terminais que dão prejuízos à estatal.

- Como é que eu faço com os aeroportos [deficitários] na hora em que eu entregar [os lucrativos]? - questionou Gaudenzi. - Os recursos vão ter que sair do Orçamento da União. Ou seja, todo cidadão vai pagar [pela manutenção e melhoria da infra-estrutura aeroportuária], mesmo quem não viaja de avião.

Além de 67 aeroportos, a Infraero também administra 80 unidades de apoio à navegação aérea e 32 terminais de logística de carga. Entre os aeroportos estão alguns que, segundo a própria estatal, sequer recebem vôos comerciais regulares, mas que tem um importante papel por contribuir para a presença e a soberania nacional em áreas longínquas. Juntos, os aeroportos da estatal concentram cerca de 97% do movimento do transporte aéreo regular do país.

Fonte: JB Online


O ministro Jobim só falou uma coisa verdadeira, ou seja, a decisão política do governo de privatizar Viracopos e Galeão. E a parte técnica? Bem, deixa pra depois... O mais importante, que seria a parte técnica para então decidir por uma questão tão complexa, é relegada a segundo plano, o que importa é o jogo da política, ou melhor, é ceder à pressão do governador "falastrão" Sérgio Cabral, no caso do Galeão (em troca do quê?) e tirar logo das mãos da Infraero um dos aeroportos com maior potencial de crescimento e de arrecadação de receita, no caso de Viracopos, porém, com a necessidade de obras importantíssimas e caras as quais o governo não pode bancar e passar por mais desgaste pelos superfaturamentos de obras. Somente na cabeça de Jobim, esse neófito em aviação, a retirada de Galeão e Viracopos da rede Infraero não afetará financeiramente a estatal.

9 de setembro de 2008

Vasp tem falência decretada


Sem voar há mais de três anos, a Vasp teve sua falência decretada na última quinta-feira (04) pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. "A Vasp não teve condições de implementar seu plano de recuperação judicial", informou, em nota, Alexandre Alves Lazzarini, juiz titular da 1ª Vara de Falências e Recuperações de São Paulo. Mas o processo judicial, que se arrasta desde julho de 2005 envolvendo a companhia aérea de Wagner Canhedo, não termina por aqui. Roberto Carvalho de Castro, principal interventor da Vasp e representante oficial de Canhedo, disse que recorrerá da medida.

"Vamos recorrer da decisão. Tivemos um plano de recuperação judicial aprovado, mas fomos impedidos de alienar os ativos para implementar a recuperação. Temos um prazo legal de dez dias para recorrer", disse Castro, que com a falência deixa de ser o gestor da Vasp. O administrador judicial continua sendo Alexandre Tajra.

Segundo Castro, o governo do Estado de São Paulo, que detém 40% da Vasp, não pronunciou se também entrará com liminar contra a decisão do juiz Lazzarini. "Estamos em contato com o governo, mas nesses últimos tempos eles não se pronunciaram. Mas, agora com essa decisão deve haver algum posicionamento do governo", afirmou.

O anúncio de falência não agradou o Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA). Os ex-trabalhadores da Vasp não serão necessariamente os primeiros a receber. "Há um artigo que determina que um grupo de beneficiários do Aeros, o fundo previdenciário da Vasp, receba antes mesmo dos trabalhadores. Não sobrará dinheiro para os trabalhadores", disse Marco Reina, representante trabalhista ligado ao sindicato. De acordo com Castro, o passivo do fundo previdenciário Aeros soma cerca de R$ 160 milhões e a dívida com os trabalhadores é de R$ 300 milhões.

Para Reina uma das alternativas à falência seria a negociação com o grupo Arbeit Gestão de Negócios, que teria interesse em adquirir quatro áreas de negócios da Vasp: manutenção, carga, treinamento/ensino e suporte para manobras de aeronaves na pista de decolagem. "Essa seria uma forma de a empresa não falir", disse Reina.

O pedido de falência da Vasp, segundo o despacho do juiz Lazzarini, foi pedido pelos credores - em especial, o Banco do Brasil e o fundo previdenciário Aeros. A maioria dos credores da Vasp já havia votado pela falência da empresa numa assembléia realizada em 17 de julho. Mas Lazzarini preferiu adiar sua decisão, tomada na quinta-feita, dia 4, e anunciada ontem.

A Vasp parou de voar em janeiro de 2005, quando sua licença foi cassada pelo Departamento de Aviação Civil. Em março daquele ano, a Justiça decretou a intervenção na companhia aérea. Em outubro de 2005, o pedido de recuperação judicial da Vasp foi aprovado pelo juiz Lazzarini.

Fonte: Valor Econômico

5 de setembro de 2008

Indústria Aérea Mundial: Previsão de US$ 5,2 bilhões em prejuízo



A indústria aérea mundial vai ter um prejuízo de US$ 5,2 bilhões neste ano, afetada pela queda na demanda e pelos altos preços do petróleo. Essa é a estimativa da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), com base num preço médio do barril em US$ 113 - e de US$ 140 para o querosene de aviação (QAV).

"A situação permanece ruim. A combinação tóxica dos altos preços do petróleo com a queda na demanda continua a envenenar a lucratividade da indústria", afirmou o executivo-chefe e diretor-geral da Iata, Giovanni Bisignani. "Esperamos prejuízos de US$ 5,2 bilhões neste ano", acrescentou ele.

A Iata afirma que, embora o preço do petróleo tenha recuado nos últimos meses, a média considerada hoje está US$ 40 por barril acima daquela medida em 2007, quando o preço médio do petróleo ficou em US$ 73 por barril. Como resultado dessa elevação, o gasto da indústria com combustíveis deve chegar a US$ 186 bilhões neste ano, US$ 50 bilhões a mais que em 2007. A associação acredita que os combustíveis deverão representar 36% dos custos operacionais da indústria, contra 13% em 2002.

Para o ano que vem, a Iata espera que o ambiente continue negativo, mas com uma ligeira melhora em relação a 2008. Segundo a associação, a maioria dos países deve sofrer com desaceleração econômica, o que terá impacto sobre a indústria aérea de passageiros e carga. A previsão é que, no ano que vem, o preço médio do barril fique em US$ 110, projetando US$ 136 para o QAV.

"Embora nossa expectativa seja que o cenário melhore em cerca de US$ 1 bilhão no próximo ano, a indústria ainda fechará o ano com US$ 4,1 bilhões no vermelho", afirmou Bisignani. "Essa crise está redesenhando a indústria de forma mais severa que aquelas que se seguiram aos choques da SARS e do 11 de Setembro", acrescentou.

Segundo a Iata, a conta de combustíveis da indústria aérea irá subir ainda mais, à medida que as operações de hedge ofereçam menos proteção. O gasto total com combustíveis deverá chegar a US$ 223 bilhões em 2009, e representar 40% das despesas operacionais da indústria no ano que vem.

Fonte: Valor Online (José Sergio Osse). Disponível em: UOL
Imagem: Jetsite

ANAC abre consulta pública sobre liberação de descontos



Após implementar a liberdade tarifária para vôos entre o Brasil e a América do Sul, a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) abriu, nesta sexta-feira (5), consulta pública para colher opiniões sobre a adoção de sistema semelhante para os vôos entre o país e as demais nações do mundo.

Durante os próximos 20 dias, o projeto da agência receberá contribuições dos setores de aviação civil e de turismo, de especialistas em transporte aéreo e de qualquer cidadão interessado no tema.

Em www.anac.gov.br/transparencia/consultasPublicas.asp, estão publicadas a Exposição de Motivos e a Nota Técnica, com os estudos realizados pela Anac sobre o impacto econômico para os consumidores, para as companhias de aviação e para o tráfego aéreo do país. O formulário de contribuições também deve ser preenchido na internet.

Ao final da consulta, a entidade vai avaliar os argumentos recebidos, para levar novamente o assunto para votação na diretoria colegiada. A proposta visa à implantação gradual, permitindo promoções que ampliem a competição entre as companhias aéreas, em benefício dos consumidores.

Processo de transição
A Anac sugere que a transição para a liberdade tarifária, desde a entrada em vigor até a liberação dos descontos sobre preços das passagens, leve um ano, tempo necessário para que as companhias se adaptem à nova realidade do mercado.

A mudança gradual teria como base a tarifa da classe econômica. Primeiro, o desconto autorizado seria de 20% e, depois de três meses, seria ampliado para 50%. Na etapa seguinte, após outros três meses, o desconto máximo passaria a 80% e, seis meses adiante, a liberdade tarifária estaria implementada.

Tomando como exemplo um vôo que saísse de qualquer cidade do Brasil para Miami, custando no mínimo US$ 708, ida e volta (R$ 1.216,34 *), em um primeiro momento, o desconto poderia chegar a US$ 566,4 (R$ 973,07). Depois, progressivamente, de US$ 354 (R$ 608,17), de US$ 141,6 (R$ 243,26) e, após um ano, o preço da passagem não teria mais limite mínimo.

Esses descontos, entretanto, não são obrigatórios. Segundo a Anac, caberá exclusivamente às companhias aéreas praticá-los quando e no volume que lhes for mais conveniente, de acordo com suas estratégias comerciais.

Sistema atual
Hoje, as companhias nacionais e estrangeiras que atuam no país são obrigadas a seguir uma tabela que limita os descontos nas rotas internacionais que partem do Brasil, o que não ocorre nos Estados Unidos e na Europa.

Em um trecho São Paulo-Roma ou Rio de Janeiro-Nova York, por exemplo, a companhia está limitada ao desconto. Porém, nos vôos Roma-São Paulo e Nova York-Rio de Janeiro, a mesma companhia pode oferecer promoções com tarifas mais competitivas, pois os descontos são liberados na Europa e nos EUA.

Liberdade tarifária já implantada
Desde a última segunda-feira (1), as empresas aéreas têm liberdade para oferecer qualquer percentual de desconto no preço das passagens para vôos entre o Brasil e os 12 países sul americanos.

Assim como a proposta atual, a concessão da Anac também foi gradual. No dia 1° de março, foram autorizados descontos de até 50% e, em 1° de junho, passou a vigorar o máximo de 80%, até agora, quando não há mais limites.

A liberação tarifária atendeu à recomendação do Conac (Conselho Nacional de Aviação) para que a agência buscasse maior integração com a América do Sul. Ela é aplicada em um momento que o Brasil também amplia as possibilidades de vôos para a região.

* As conversões foram feitas dia 5 de setembro, com o dólar cotado a R$ 1,718.

Fonte: InfoMoney

Mais sobre a privatização de Viracopos e Galeão


Realmente não dá para entender mesmo o ministro Jobim e toda a sua trupe de neófitos em aviação. Como pensam em abrir o capital da Infraero após passar para a iniciativa privada os aeroportos de Viracopos e Galeão, já que os mesmos estão entre os principais aeroportos da rede Infraero? Como querem atrair investidores para a Infraero com esses dois aeroportos fora da rede da estatal? O que se pode dizer, de imediato, é que o governo federal cedeu à pressão do governador Sérgio Cabral. Agora estou aqui pensando em troca do quê. Sim, pois alguma coisa de estranho tem nisso tudo. É inadmissível o governo federal ceder à pressão desse governador falastrão, mas ao que parece , nos últimos tempos, é que Sérgio Cabral se tornou mesmo um dos "queridinhos" do presidente Lula. Isso é uma vergonha.

Abaixo segue uma reportagem de hoje da Reuters, disponível no site UOL:

Os aeroportos de Viracopos, em Campinas, e do Galeão, no Rio de Janeiro, serão operados pela iniciativa privada já no ano que vem, afirmou o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que também adiantou que o novo aeroporto a ser construído em São Paulo também será operado pelo setor privado.

"O quarto aeroporto em São Paulo já será no modelo de concessão", disse o ministro a jornalistas no porta-aviões São Paulo, onde participou da cerimônia de transmissão dos cargos de Comandante de Operações Navais e de Diretor-Geral de Navegação.

"Esperamos que no que ano vem a gente tenha condições de lançar o edital (de Viracopos e Galeão) e estar com esse assunto resolvido."

Jobim disse que o governo contará com a ajuda da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na elaboração do modelo de concessão.

Anac e BNDES também auxiliarão na criação de uma política de aproveitamento dos funcionários da Infraero em Viracopos e Galeão.

"O que é fundamental na concessão de aeroportos é o edital, não é um edital comum, é um edital que prevê uma série de situações que correspondem à natureza da prestação de serviços", comentou o ministro.

Falando a jornalistas durante evento no BNDES, o presidente do banco, Luciano Coutinho, disse esperar concluir o modelo de concessão de aeroportos no primeiro trimestre do ano que vem e adiantou que a instituição pode vir a financiar interessados em administrar os aeroportos.

"Nós podemos ajudar dentro da missão do BNDES, que é de contribuir para o desenvolvimento da infra-estrutura do país", disse

Abertura de capital
Segundo Jobim, a escolha dos aeroportos de Viracorpos e de Galeão para iniciar o modelo de concessão ocorreu devido às necessidades de desafogar o tráfego aéreo em Guarulhos e Congonhas e adaptar o aeroporto do Rio para a Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016, que tem a capital fluminense como uma das candidatas a sede.

O ministro também procurou enfatizar que a concessão de aeroportos ao setor privado não invalida as intenções do governo de abrir o capital da Infraero, estatal que administra a maioria dos aeroportos do país.

"(A idéia de abertura do capital da Infraero) continua, não prejudica a situação. Temos que, seguramente, remodelar a Infraero", disse.

"Contratamos também o BNDES para fazer o modelo e isso está sendo feito paralelamente, não há nenhum prejuízo à essa outra política."

Fonte: Reuters - Reportagem de Rodrigo Viga Gaier. (Disponível no site UOL).

TRIP iniciará vôo Maringá-Guarulhos no próximo dia 22



A Trip Linhas Aéreas vai começar a operar vôo direto entre Maringá e São Paulo (Guarulhos) a partir do dia 22 de setembro.

Esse novo vôo da Trip será um alívio para Maringá, uma vez que após o encerramento das atividades da Tam naquele aeroporto, em março deste ano, a cidade ficou sem vôos diretos para São Paulo. Atualmente, os vôos da Gol e Trip para a capital paulista têm escala em Curitiba, o que acaba gerando um certo transtorno para o público que precisa se deslocar para a capital paulista e vice-versa.

Agora com esse vôo direto, haverá facilidades inclusive para aqueles passageiros que irão embarcar em vôos internacionais em Guarulhos, já que o vôo da Trip chegará a São Paulo à tarde e a os vôos internacionais geralmente partem no início da noite.

A aeronave utilizada será o ATR 72 com 66 lugares. De acordo com o superintendente do aeroporto de Maringá, Waldemar de Moura Júnior, em 15 dias a Panamericana táxi aéreo deve colocar dois vôos diários para o Aeroporto Campo de Marte, em São Paulo.

BNDES poderá financiar concessionárias de aeroportos


O presidente do BNDES, Luciano Coutinho, disse nesta sexta-feira que o banco poderá financiar possíveis concessionárias dos aeroportos do Galeão (Rio de Janeiro e de Viracopos (Campinas), que devem ser privatizados.

Ontem, o ministro Nelson Jobim (Defesa) confirmou que o governo federal estuda passar para a concessão do setor privado o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão) e Viracopos. Segundo o ministro, o governo tem em andamento dois estudos para definir como será a concessão: o primeiro analisa o modelo de concessão e o segundo avalia soluções para os funcionários da Infraero que trabalham nos dois aeroportos.

Coutinho explicou que o modelo de concessão dos aeroportos está sendo desenvolvido pelo BNDES e estimou a conclusão do projeto para o primeiro trimestre de 2009.

"Não é um trabalho simples porque a gente tem que estimar a demanda, fazer um projeto básico e partir para o projeto executivo. Temos que ter toda a apuração de custos", afirmou ele, após participar do Fórum Nacional (edição especial), na sede do BNDES, no Rio.

Ele ressaltou que a modelagem para a privatização de Viracopos é mais complicada. Segundo Coutinho, o banco está dando prioridade à conclusão deste processo.

"Vamos fazer isso com todo o empenho para recuperar o tempo, para que a gente possa ter investimentos nesses dois aeroportos", disse ele, que classificou como "sensata" a determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em privatizar os aeroportos.

Fonte: Folha OnLine.

1 de setembro de 2008

BRA: Credores aprovam plano de recuperação judicial


Em assembléia realizada em São Paulo, na última sexta-feira,29, os credores da BRA aprovaram o plano de recuperação judicial da empresa. O plano prevê a volta de operações da companhia e da sua rede de hotéis. A volta da BRA está planejada como empresa de charters, assim como era no início de suas operações, antes de começar a operar como empresa de vôos regulares, culminando com a suspensão das operações em novembro passado. Walter Folegatti é o único dos fundadores da empresa que permaneceu no comando ao comprar a parte do irmão Humberto.

Conforme o plano de recuperação,Folegatti terá que injetar R$ 6 milhões na companhia, conseguir aprovação da Anac e começar a operar até 60 dias após receber autorização da agência reguladora. Existe planejamento para que a BRA volte a voar com três Boeing 737. Ainda segundo o plano, há espaço para esse tipo de operação, uma vez que há falta de aeronaves no mercado e baixa competição no segmento no Brasil.

Fonte: BRA