
A Embraer fechou o primeiro trimestre com excelentes resultados. Conforme divulgado em 7 de abril pela empresa, a sua carteira de pedidos para os segmentos de Aviação Comercial, Executiva e Defesa/Governo aumentou US$ 1,5 bilhão no primeiro trimestre de 2008, totalizando assim US$ 20,3 bilhões, sendo mais uma vez, o maior valor da história da companhia. Durante o primeiro trimestre, a Embraer entregou 45 aeronaves. Foram 38 jatos para o segmento de Aviação Comercial (3 ERJ 145,15 Embraer 175, 17 Embraer 190 - em regime de leasing operacional - e 3 Embraer 195), e 7 jatos para o segmento de Aviação Executiva (7 Legacy 600).
Ainda durante esta semana, a fabricante norte-americana Honeywell afirmou, na terça, que conseguiu fechar um contrato de 23 bilhões de dólares para fornecer turbinas aos jatos executivos da Embraer. O valor do contrato inclui manutenção, peças e turbinas extras, além das originais, ao longo da vida projetada para as aeronaves. É a primeira vez que a Honeywell, maior fabricante mundial de cockpits, vende turbinas à Embraer. Segundo Rob Wilson, presidente de negócios e de aviação geral da Honeywell, há uma estimativa de que a Embraer venderá cerca de 1200 jatos MSJ(midsize jet) e MLJ(midlight jet) durante o período de
[ 09 de abril de 2008 - 09h54 ]
Contrato bilionário com Embraer é o maior da Honeywell
O executivo informou que a última geração do sistema de propulsão turbofan da Honeywell venceu a disputa contra a Pratt & Whitney, divisão da United Technologies, e contra a Rolls Royce, por oferecer maior economia de combustível e menor emissão de gás carbônico. Pratt & Whitney, Rolls Royce e General Electric (GE) são as três maiores fabricantes de motores para aviões.
Segundo as previsões da Honeywell para o mercado de jatos comerciais, a nova família de aviões MSJ/MLJ da Embraer está no "ponto certo" para o crescimento das vendas, disse Wilson. De acordo com a Embraer, o modelo MSJ, da categoria midsize, com alcance de 5.560 quilômetros (km) (3.000 milhas náuticas), e o Embraer MLJ, da categoria midlight, com alcance de 4.260 km (2.300 milhas náuticas), estarão posicionados entre o Legacy 600 e o Phenom 300 no portfólio de jatos executivos da empresa. Serão investidos aproximadamente US$ 750 milhões em pesquisa e desenvolvimento para os novos modelos, que entrarão em serviço no segundo semestre de 2012 e 2013, respectivamente.
Os fabricantes de jatos comerciais registraram recordes de encomendas e de entregas no ano passado, impulsionados por novos clientes globais, e precisam substituir modelos antigos. De acordo com Wilson, as encomendas continuam em um ritmo forte este ano, na medida em que a desaceleração econômica dos Estados Unidos é compensada pelo crescimento de outras regiões.
Clientes individuais e corporativos estão comprando seus próprios aviões para evitar os aborrecimentos dos vôos comerciais. A demanda pela propriedade compartilhada dos aviões e pelos vôos fretados também está crescendo. Entre 2007 e 2017, os fabricantes de aviões esperam vender 14 mil aparelhos, em um valor total de US$ 233 bilhões, segundo a mais recente pesquisa da Honeywell.
A Honeywell Aerospace tem faturamento anual de US$ 12 bilhões e fornece uma série de componentes para aviões comerciais e outros tipos de aeronaves. As informações são da Dow Jones. (Hélio Barboza)
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