20 de novembro de 2009

Brasil poderá produzir 2 bilhões de litros de bioquerosene em 10 anos


Segue abaixo uma importante notícia sobre as possibilidades de produção de bioquerosene a partir da cana-de-açúcar, no Brasil, e o acordo firmado entre Azul, Embraer e GE para testar o bioquerosene em uma aeronave comercial em 2012.

RIO - O Brasil poderia garantir, dentro de dez anos, uma produção de até 2 bilhões de litros de bioquerosene para uso na aviação civil.

A projeção foi feita ontem por Roel Collier, diretor geral no Brasil da Amyris - empresa americana responsável pelo desenvolvimento do produto a partir da cana-de-açúcar - que estima o desvio de uma parte da expansão da produção de álcool nos próximos anos para a fabricação do bioquerosene.

O executivo acrescentou que são consumidos 250 bilhões de litros de querosene de aviação (QAV) anualmente na aviação civil, enquanto a produção total de etanol no Brasil gira em torno de 25 bilhões de litros. "É impossível produzir isso com biocombustíveis hoje. Se toda capacidade de etanol fosse para o QAV daria uma mistura de 10%", mostrou Collier.

PAINEL -Collier participa na próxima segunda-feira (23), do painel "Proteção Ambiental e Combustíveis Alternativos", que acontece durante a programação do 4º Congresso da ABETAR (Associação Brasileira das Empresas de Transporte Aéreo Regional), na sede da CNT (Confederação Nacional do Transporte), em Brasília.

A Amyris Pesquisa e Desenvolvimento de Bicombustíveis Ltda (subsidiária da Amyris Biotechnologies, Inc.) fechou um acordo com Azul, Embraer e GE para testar, em 2012, o bioquerosene em uma aeronave comercial.

Collier ressaltou que os custos de produção tendem a acompanhar os da cana-de-açúcar e garantiu que o poder calofírico do produto é equivalente, ou maior, que o do QAV padrão. O executivo destacou ainda que o novo combustível acompanha as emissões de dióxido de carbono do álcool, e são de 80% a 90% inferiores às do QAV.

Além do diretor da Amyris, o painel terá como debatedores, Guilherme de Almeida Freire, diretor da Diretoria de Estratégia e Tecnologia para o Meio Ambiente e Filipe Pereira dos Reis, gerente geral da IATA Brasil (Associação Internacional de Transporte Aéreo).

O painel será moderado pelo engenheiro Paulo Roberto de Carvalho Machado, especialista em Sistemas de Combustíveis de Aeronaves e referência técnica em bicombustíveis da DCA-BR (Organização Brasileira para o Desenvolvimento de Certificação Aérea),

Confira a programação completa e faça sua inscrição no site da ABETAR www.abetar.com.br/congresso. Vagas limitadas.

fonte: Valor Online/ABETAR

28 de outubro de 2009

Passaredo linhas aéreas terá novos sócios


Após suspender a sua operação entre 2002 e 2004 por causa de uma crise financeira, a Passaredo Linhas Aéreas negocia a venda de parte de seu capital e quer dobrar de tamanho.

A companhia regional paulista, fundada em 1995 pelo grupo homônimo de transporte rodoviário de passageiros, mantém conversações com um fundo de investimento brasileiro e uma empresa aérea estrangeira, diz o seu presidente, José Luiz Felício Filho.

A negociação deverá ser concluída até o final de 2010. Os nomes dos potenciais investidores, porém, foram mantidos em sigilo pelo executivo, filho do fundador do grupo Passaredo, José Luiz Felício.

"O Brasil, com a possibilidade de abertura de 20% para 49% de participação de capital estrangeiro no setor, cria uma tendência natural das empresas aéreas de fora investirem aqui", diz Felício Filho, mais conhecido como comandante Felício.

Ele se referiu a uma proposta de mudança na legislação aérea que tramita no Congresso e que prevê o aumento de 20% para 49% no limite de participação de capital estrangeiro em companhias aéreas brasileiras. Em setembro de 2008, a também regional Trip Linhas Aéreas foi a primeira a vender uma fatia do capital a uma estrangeira - 20% para a americana SkyWest.

Enquanto negocia com possíveis futuros investidores, a Passaredo anunciou ontem um investimento de US$ 90 milhões para praticamente dobrar de tamanho. Os recursos serão financiados por empresas de leasing de aeronaves para a aquisição de até oito jatos ERJ 145 da Embraer, para 50 passageiros.

A frota atual da companhia tem 10 aviões, sendo seis turboélices Brasília, também da Embraer, com 30 assentos, e quatro ERJ 145. O dinheiro também será usado em ampliação de infraestrutura (hangares e balcões de check in, por exemplo).

A Passaredo respondeu, em setembro, por 0,38% dos vôos regulares operados no mercado doméstico e projeta um volume de 430 mil passageiros embarcados em 2009. Com os investimentos em infraestrutura e os novos jatos, Felício Filho estima que a fatia da companhia vai saltar para 0,7%, ou em torno de 1 milhão de pessoas transportadas no ano que vem.

Atualmente, a Passaredo voa para 17 destinos, principalmente entre municípios do interior paulista, com 76 voos diários. Até o final de 2010, a empresa planeja atender 25 cidades, incluindo o nordeste brasileiro, por meio de 130 frequências por dia.

A Passaredo e a Trip lideram a aviação regional que, em setembro, registrou aumento de 41,3% no fluxo de passageiros transportados no país, em relação a igual período de 2008.

Essa expansão é mais do que o dobro do desempenho do duopólio TAM e Gol, de 20,6%, e só perde para os 193% de OceanAir, Webjet e Azul.(AK)

fonte: Valor Econômico. Disponível em: www.abetar.com.br

14 de maio de 2009

Pantanal terá voos diários de Congonhas a Maringá


A Pantanal Linhas Aéreas vai começar a voar para um novo destino a partir do dia 18. É a cidade de Maringá, no norte do Estado do Paraná.

Serão dois voos diários, a partir de Congonhas (SP), sendo um direto e outro via Marília, no interior paulista.

O voo direto (PTN-47) sai de Congonhas às 20h05 e chega em Maringá às 21h45. No sentido oposto, sai da cidade paranaense às 6h e chega em São Paulo às 7h40.

O voo com escala tem os seguintes horários: o de ida (PTN-4716) sai de Congonhas às 13h20, pousa em Marília às 14h30 e decola para Maringá às 14h45, onde chega às 15h20; no sentido inverso (PTN-4739), o voo sai de Maringá às 15h50 e chega em Marília às 16h25, de onde decola às 16h40 para a capital paulista, onde chega às 17h50.

Fonte: Panrotas

30 de abril de 2009

Líder com novo serviço de manutenção

A partir do dia 01 de maio, o novo hangar da Líder Aviação no Aeroporto de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, estará homologado como o único Centro de Serviços Autorizado da Hawker Beechcraft Corporation no Brasil para a manutenção dos modelos Baron e Bonanza. A escolha foi feita devido à excelente infra-estrutura do hangar, que oferece espaço e conforto ao operador da aeronave, além de não haver restrição de acesso (slots para pouso ou decolagem) no aeroporto.

A iniciativa da Líder tem como objetivo oferecer aos proprietários dos modelos Baron e Bonanza a melhor opção para a realização dos serviços de manutenção. O hangar, inaugurado em setembro de 2008, recebeu um investimento de R$ 7,5 milhões e compreende uma área total construída de 4.275 m², em um terreno de aproximadamente 6 mil m². É o maior hangar do Aeroporto de Jacarepaguá, com uma cobertura de seguro global de US$ 350 milhões.

A Unidade de Manutenção de Aeronaves da Líder Aviação continua seu processo de constante crescimento. Conta com investimento de US$ 300 mil em treinamentos no Brasil e exterior com foco na capacitação dos 230 profissionais da unidade; US$ 11 milhões em peças para seu estoque - o que garante o pronto atendimento das aeronaves em manutenção e a certeza de segurança e qualidade de trabalhar apenas com materiais rastreáveis - e US$ 5 milhões em ferramental específico para utilização em manutenção de aeronaves.









Fonte: Jetsite

24 de abril de 2009

Livro relata dinâmica do setor aéreo



Considerado um dos maiores especialistas da atualidade, Alessandro Oliveira, diretor-executivo do NECTAR/ITA (Núcleo de Economia dos Transportes, Antitruste e Regulação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e vice-presidente do Instituto Nova Cidadania, apresenta ao público o livro "Transporte Aéreo: Economia e Políticas Públicas (TAEPP)", lançado pela Pezco Editora.

A obra começa com as características econômicas desta cadeia produtiva que é vital para o país, passando pela mão-de-obra, os preços e os modelos de negócios; navega pela regulação setorial no Brasil, incluindo a flexibilização, a regulação e a desregulação; estuda os mercados aéreos sob as lentes da concentração e da competitividade; e ainda apresenta três estudos de caso. Finalmente, oferece dez princípios balizadores da regulação e das políticas públicas do Transporte Aéreo.

Segundo Oliveira, a publicação tem o objetivo de ser fonte de informação e conhecimento para alunos e interessados em geral, auxiliar na qualificação de técnicos e gestores do setor, servir como base para cursos acadêmicos de transporte, turismo e negócios e principalmente para ser útil no processo introdutório de aspectos de regulação e desregulação econômico.

"O livro proporciona maior entendimento de um conjunto de questões discutidas nesse momento de mudança, quando voltaram à tona as questões sobre liberação tarifária, subsídios às empresas regionais. É uma oportunidade das pessoas entenderem melhor a crise e porque o setor aéreo é tão diferente", disse Oliveira.

LANÇAMENTO - O coquetel de lançamento do livro acontece amanhã (24), das 19h às 21h30, na Livraria Cultura, no Shopping Bourbon Pompéia - SP, rua Turiassú, 2100. Telefone (11) 3868-5100.

Sobre o autor
Economista (FEA/USP, 1994), Livre-Docente em Gestão de Marketing (EACH/USP, 2008) e PhD em Economia pela University of Warwick (2004). Professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, ITA. Diretor-Executivo do Núcleo de Economia dos Transportes, Antitruste e Regulação (NECTAR/ITA).

Vice-presidente do Instituto Nova Cidadania. Ex-Diretor de Política Regulatória da Secretaria de Aviação Civil do Ministério da Defesa e Presidente-Fundador da Sociedade Brasileira de Pesquisa em Transporte Aéreo (SBTA).

Autor de diversos artigos científicos publicados em âmbito internacional e nacional na área de economia e regulação do transporte aéreo.

Vencedor de prêmios concedidos por ANPEC, CNI, CNT/ANPET, Instituto Liberal, Instituto de Engenheiros da Grã-Bretanha, Ministério da Fazenda, dentre outros.

Trabalhou na área de custos de produção e controladoria em empresas como Kellogg, Parker-Hannifin e Monsanto do Brasil. Presta serviços de consultoria e assessoria em regulação, antitruste e transportes para instituições como Banco Mundial, IPEA, SEAE, ANP, ANAC, OACI, ABETAR, Ministério do Turismo, Correios, Eurocontrol.

Informações
Pezco Editora & Desenvolvimento Ltda
Telefone/fax (11) 3582 5509
E-mail: pezcoeditora@pezco.com.br

Onde encontrar:
Livraria Cultura
São Paulo (11) 3170 4033 . Campinas (19) 3751 4033 . Porto Alegre (51) 3028 4033 . Recife (81) 2102 4033 . Brasília
(61) 3410 4033 (Entrega foguete: Belo Horizonte, Goiânia, Curitiba, Florianópolis, e Ribeirão Preto).http://www.livrariacultura.com.br

Livraria Prefeito Faria Lima - FGV
Avenida 9 de Julho, 2029, São Paulo - Tel: (11) 3281-7875.
http://www.fgv.br/livrariagv/


Fonte: Pezco Editora; CH2 Comunicação Corporativa. Disponível em:www.abetar.com.br

10 de abril de 2009

Azul pretende iniciar operações em Londrina no próximo mês


A empresa aérea Azul Linhas Aéreas Brasileiras deverá começar a operar em Londrina no próximo mês. A data anunciada, 15 de maio, ainda é provisória, segundo informou o vice-presidente de operações da Azul, Miguel Dau. A empresa terá dois voos diários para Campinas-SP (Aeroporto de Viracopos). "Definimos essa data, mas ainda aguardamos a liberação oficial da Anac. Acredito que dentro de 15 dias teremos o documento, por isso já estamos nos preparando para iniciar as operações. Serão dois voos diários, um pela manhã e um no final da tarde", antecipou o vice-presidente. Ainda de acordo com Dau, dois funcionários da Azul, o gerente de logística e o diretor técnico, estiveram ontem (09/04) pela manhã visitando o aeroporto de Londrina. Os dois funcionários estavam finalizando, com a Infraero, a escolha dos locais para a instalação dos balcões de atendimento da companhia.

Para o vice-presidente de operações da Azul, a expansão da malha para Londrina vai ao encontro dos projetos da companhia: "Vemos com satisfação, pois conhecemos o potencial da cidade e, com certeza, vamos preencher uma lacuna deixada pela concorrência, principalmente, na questão dos horários".

Essa é uma ótima notícia para Londrina, afinal, a terceira maior cidade da região Sul não poderia ficar de fora da malha de rotas da Azul. Apenas Gol/Varig e TAM, além da Trip, operam em Londrina. Há tempos novos horários e, principalmente, serviços e tarifas diferenciados estavam sendo demandados pela região de Londrina.

Seja bem-vinda a Londrina, Azul!!!

Fonte: Jornal de Londrina-JL (10/04/09)
Foto: Jetsite.

Pantanal irá a leilão



A Pantanal, companhia de voos regionais, apresentou na última segunda-feira seu plano de recuperação judicial. O plano estipula a divisão da empresa em duas unidades - uma de operação de voos e a outra de arrendamento (leasing) de aeronaves - e a consequente venda da primeira em leilão.

A Pantanal tem dí
vidas superiores a R$ 50 milhões, sendo pelo menos R$ 40 milhões com o fisco e outros R$ 15,2 milhões com diversos tipos de credores, entre eles a TAM e a Infraero. Segundo o plano desenhado pela empresa, a unidade de operação aérea englobará quase que exclusivamente os contratos de concessão da empresa, que incluem o direito de operação de 16 espaços para pouso e decolagem (slots) em Congonhas, aeroporto mais cobiçado do país.

Trata-se de um modelo parecido com o adotado na recuperação judicial da Varig, que já dura quase quatro anos. Thomas Müller, advogado da Pantanal do escritório Sérgio Müller & Associados, diz que o plano de recuperação estabelece lance para compra dessa unidade no valor de R$ 38,7 milhões e autoriza somente as empresas detentoras de um Cheta - certificado de homologação de empresa aérea - a participar do leilão. "A restrição visa evitar a participação de investidores aventureiros que não conhecem o setor aéreo", afirma Müller. O eventual comprador dessa unidade também assumiria obrigações em torno de R$ 7 milhões referentes a transportes a executar, leasings e remuneração do administrador judicial da Pantanal. Os credores terão então 30 dias para apresentar contestações, contados a partir da publicação de um edital sobre o plano.


Quem deverá levar os slots? Trip ou Azul? Os próximos acontecimentos tendem a ser bem interessantes.

Foto e Fonte: Jetsite.